Durante seis meses, 42 empresas de diferentes tamanhos participaram de um teste da semana de trabalho de quatro dias, sem redução de salário. Os resultados foram divulgados nesta semana por pesquisadores que acompanharam o projeto.
De acordo com o levantamento, 70% dos funcionários disseram sentir menos estresse, e o número de faltas por doença caiu pela metade. A produtividade, medida pelas próprias empresas, se manteve estável na maioria dos casos. Ao fim do teste, 35 das 42 empresas decidiram continuar com o novo modelo.
Os pesquisadores lembram, porém, que o teste reuniu sobretudo empresas de escritório. Em setores como comércio, saúde e transporte, em que é preciso ter alguém presente todos os dias, a mudança exigiria contratar mais pessoas ou organizar escalas diferentes. "Não existe receita única", diz a coordenadora do estudo. "Cada setor vai ter que encontrar o seu caminho."
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