Fairy tale
O Lobo e os Sete Cabritinhos — a Grimm fairy tale in easy Portuguese.
- Level
- A1 – A2
- Length
- 266 words
- Time
- 3 min read at A1
- Audio
- Read aloud
The fairy tale
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O Lobo e os Sete Cabritinhos
Era uma vez uma Mamãe Cabra com sete cabritinhos. Um dia, ela vai buscar comida.
— Filhinhos, cuidado com o lobo!
Ele tem voz grossa e patas pretas.
— Pode ir, mamãe. A gente toma cuidado!
Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
— Sua voz é grossa! Você é o lobo!
O lobo come giz, e a voz fica doce. Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
— Mostra a pata!
A pata é preta.
— Você é o lobo!
O lobo põe farinha nas patas. Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
— Mostra a pata!
A pata é branca.
— É a mamãe! — Eles abrem a porta.
Mas é o lobo! Os cabritinhos correm. Um embaixo da mesa, um na cama. E o mais novo, dentro do relógio. O lobo acha seis e come todos. Nhac! Depois, ele dorme embaixo de uma árvore. Roooonc!
Mamãe Cabra chega. A porta está aberta.
— Filhinhos! Onde vocês estão?
— Mamãe! Estou aqui, dentro do relógio!
O lobo comeu os outros! Mamãe Cabra chora.
Ela vai lá. A barriga do lobo mexe! Ela abre a barriga com a tesoura. Um, dois, três, quatro, cinco, seis cabritinhos! Todos vivos! Eles põem pedras na barriga. A mãe fecha a barriga com linha.
O lobo acorda com sede e vai ao poço. Tum, tum, tum!
— Eu comi seis cabritinhos… ou comi pedras?
O lobo olha a água e cai no poço! Tchibum!
— O lobo morreu! O lobo morreu!
E os sete cabritinhos dançam com a mãe em volta do poço.
O Lobo e os Sete Cabritinhos
Era uma vez uma Mamãe Cabra que morava numa casinha perto da floresta. Ela tinha sete cabritinhos e amava muito todos eles.
Um dia, ela precisou buscar comida na floresta.
— Meus filhos, cuidado com o lobo!
Ele tem a voz grossa e as patas pretas.
— Pode ir, mamãe. A gente vai tomar cuidado!
Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
— Sua voz é grossa! A nossa mãe tem a voz fina e doce. Você é o lobo!
O lobo foi à loja e comprou giz. Ele comeu o giz, e a voz ficou fina. Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
Mas ele pôs a pata na janela, e ela era preta!
— A nossa mãe não tem patas pretas. Você é o lobo!
O lobo pediu farinha para o homem da loja.
— Me dá a farinha, ou eu como você!
O homem ficou com medo e deu a farinha. O lobo pôs farinha nas patas. Toc, toc, toc!
— Abram a porta, meus filhinhos! A mamãe chegou!
— Mostra a pata!
A pata era branca!
— É a mamãe! — E eles abriram a porta.
Mas quem entrou foi o lobo! Os cabritinhos se esconderam: um embaixo da mesa, um na cama, um atrás da porta. Um na cozinha, um no armário, um numa caixa. E o mais novo, dentro do relógio grande. O lobo achou seis e engoliu um atrás do outro. Nhac, nhac, nhac! Só o mais novo ele não achou. Depois, ele dormiu embaixo de uma árvore. Roooonc!
Mamãe Cabra voltou e achou a porta aberta e a mesa no chão. Ela chamou os filhos um por um. Ninguém respondeu.
— Mamãe, estou aqui! — disse uma voz fina, de dentro do relógio.
— O lobo comeu os outros!
Mamãe Cabra chorou muito.
Ela foi até a árvore com o mais novo. A barriga do lobo estava enorme, e alguma coisa se mexia lá dentro!
— Filho, traz a tesoura, a agulha e a linha!
Ela abriu a barriga com a tesoura. Um, dois, três, quatro, cinco, seis cabritinhos pularam para fora! Todos vivos! O lobo engoliu os seis inteiros!
— Agora, rápido! Vão buscar pedras!
Os cabritinhos encheram a barriga do lobo de pedras. E a mãe fechou a barriga com agulha e linha. O lobo nem se mexeu!
O lobo acordou com sede e foi até o poço. As pedras batiam na barriga: tum, tum, tum!
— Que barulho é esse na minha barriga?
Eu comi seis cabritinhos… mas parece que comi pedras! Ele olhou para a água. A barriga estava pesada demais, e ele caiu no poço. Tchibum!
— O lobo morreu! O lobo morreu! — gritaram os cabritinhos.
E dançaram com a mãe em volta do poço.
About the fairy tale
The context, the author and the culture behind it.
The Brothers Grimm printed this tale in 1812 as 'Der Wolf und die sieben jungen Geislein' (number 5 in their collection); this retelling follows their 1857 edition, with the baker and the miller folded into one shopkeeper. In Brazil it is 'O Lobo e os Sete Cabritinhos', and children know the knock, 'Abram a porta, filhinhos! A mamãe chegou!', and the test 'Mostra a pata!'. The wolf eats chalk (giz) so that his rough voice (voz grossa) turns thin (fina), and whitens his black paws with flour. The mother is 'Mamãe Cabra'; the youngest kid, 'o mais novo', is 'o caçula' in everyday Brazilian Portuguese.
Read more about this fairy tale
Where it is written down: Jacob and Wilhelm Grimm, Kinder- und Hausmärchen (1857, KHM 5, Der Wolf und die sieben jungen Geislein).
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A1 If you read it at A1
1. Mamãe Cabra tem sete cabritinhos.
2. O lobo come giz e a voz fica grossa.
3. O mais novo está dentro do relógio.
4. No fim, o lobo come a Mamãe Cabra.
5. O que a Mamãe Cabra põe na barriga do lobo?
A2 If you read it at A2
1. Mamãe Cabra morava numa casinha perto da floresta.
2. O homem da loja deu a farinha porque gostava do lobo.
3. O lobo engoliu os seis cabritinhos inteiros.
4. O lobo achou o cabritinho dentro do relógio.
5. Por que o lobo caiu no poço?
Words in this fairy tale
The words it teaches on purpose; a verb links to its conjugation.
- o cabritinho
- little goat, kid
- filhinho
- o lobo
- wolf
- grosso
- o giz
- chalk
- a farinha
- flour
- a pata
- paw
- o relógio
- clock
- a barriga
- belly
- a tesoura
- scissors
- o poço
- well
- fino
- agulha
- engolir
- to swallow
- meus filhinhos
- my little ones (what a mother calls her children)
- a cabra
- goat (female)
- a voz grossa
- rough, deep voice
- Mostra a pata!
- Show your paw!
- a voz grossa, a voz fina
- deep voice, thin (high) voice
- a tesoura, a agulha, a linha
- scissors, needle, thread
- um atrás do outro
- one after the other
- pesado demais
- too heavy
- em volta de
- around
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