Fairy tale
Rapunzel — a Grimm fairy tale in easy Portuguese.
- Level
- A1 – A2
- Length
- 281 words
- Time
- 3 min read at A1
- Audio
- Read aloud
The fairy tale
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Rapunzel
Era uma vez um homem e uma mulher. Atrás da casa tem o jardim de uma bruxa.
A mulher vê uma planta no jardim: rapunzel.
— Eu quero essa planta! Sem ela, eu vou morrer!
O homem pega a planta. Mas a bruxa está lá!
— Desculpa! Minha mulher está doente.
— Leva. Mas o bebê vai ser meu.
Eu cuido dele como uma mãe. Com medo, o homem diz sim.
A menina nasce. A bruxa leva a menina. O nome dela: Rapunzel, como a planta. Rapunzel cresce. O cabelo dela é longo, cor de ouro. A bruxa coloca Rapunzel numa torre na floresta. A torre não tem porta. Todo dia, a bruxa grita:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
E a bruxa sobe pelo cabelo.
Sozinha, Rapunzel canta: lá, lá, lá… Um príncipe ouve a música. Ele vê a bruxa subir. De noite, ele grita igual:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
O príncipe sobe.
— Ah! Quem é você?
— Não tenha medo. Eu ouvi você cantar. Quer casar comigo?
— Sim!
O príncipe vem toda noite.
Um dia, Rapunzel pergunta para a bruxa:
— Por que você demora tanto? O príncipe sobe rapidinho!
— Um príncipe?!
A bruxa corta as tranças: tchac, tchac! E leva Rapunzel para longe.
De noite, o príncipe grita:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
A bruxa joga as tranças cortadas. Ele sobe.
— Você nunca mais vai ver Rapunzel!
Ele pula da torre e cai nos espinhos. Ele fica cego.
Ele anda por muitos anos. Então ele ouve: lá, lá, lá…
— Rapunzel!
Rapunzel corre e chora. Duas lágrimas caem nos olhos dele. Ele vê de novo!
Eles vão para a casa dele. O cabelo dela cresce de novo. Mas a casa nova tem porta!
Rapunzel
Era uma vez um homem e uma mulher. Atrás da casa deles tinha o jardim de uma bruxa, com um muro alto.
A mulher viu uma planta no jardim: rapunzel. Ela queria tanto comer a planta que ficou doente.
— Sem essa planta, eu vou morrer!
De noite, o homem pulou o muro e pegou a planta. Na segunda noite, a bruxa estava esperando.
— Você está roubando minha planta, seu ladrão!
— Desculpa! Minha mulher está doente.
— Pode levar. Mas o bebê que vai nascer é meu.
Eu vou cuidar dele como uma mãe. Com medo, o homem disse sim. A menina nasceu. A bruxa a chamou de Rapunzel, como a planta, e a levou embora.
Rapunzel cresceu e ficou uma moça linda, de cabelo longo, cor de ouro. A bruxa colocou Rapunzel numa torre na floresta. A torre não tinha porta nem escada. Só uma janela no alto. Todo dia, a bruxa gritava embaixo da torre:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
Rapunzel jogava as tranças, e a bruxa subia pelo cabelo.
Sozinha, Rapunzel cantava o dia todo: lá, lá, lá… Anos depois, um príncipe passou pela floresta e ouviu a música. Ele voltou todo dia. Uma tarde, ele viu a bruxa gritar:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
— Ah, então a escada é essa! — pensou ele.
De noite, ele gritou igual:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
As tranças desceram, e o príncipe subiu. Rapunzel ficou com medo. Ela nunca viu um homem na vida.
— Não tenha medo. Eu ouvi você cantar. Quer casar comigo?
— Sim! Mas como eu vou descer? Traz seda toda noite: eu faço uma escada.
O príncipe vinha toda noite, e a bruxa não sabia de nada.
Um dia, sem pensar, Rapunzel perguntou para a bruxa:
— Por que você é tão pesada? O príncipe sobe num minuto!
— Um príncipe? Você me enganou!
A bruxa pegou uma tesoura. Tchac, tchac! As tranças de Rapunzel caíram no chão. Depois, ela levou Rapunzel para um lugar deserto.
Naquela noite, a bruxa amarrou as tranças cortadas na janela. O príncipe chegou e gritou:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
Ele subiu. Mas, lá em cima, estava a bruxa.
— O gato pegou o passarinho. Você nunca mais vai ver a Rapunzel!
O príncipe pulou da torre e caiu nos espinhos. Os espinhos machucaram os olhos dele. Ele ficou cego.
O príncipe andou pela floresta por anos, chorando por Rapunzel. Então ele ouviu: lá, lá, lá… Ele conhecia aquela voz!
— Rapunzel!
Rapunzel correu, abraçou ele e chorou. Duas lágrimas caíram nos olhos dele, e ele viu de novo!
Os dois foram para o castelo e viveram felizes para sempre. O cabelo dela cresceu de novo. Mas ninguém mais sobe pelo cabelo. A casa nova tem porta!
About the fairy tale
The context, the author and the culture behind it.
Rapunzel is tale number 12 in the Grimm brothers' Kinder- und Hausmärchen. The brothers took it from a German story of 1790, itself a retelling of the French 'Persinette' (1698), where the craved plant is parsley; in Grimm it is rampion, a salad green called Rapunzel, and the girl is named after it. This retelling follows the Grimms' final text of 1857: the prince is blinded by the thorns and healed by Rapunzel's tears. In Brazil the sorceress is simply 'a bruxa', the call is 'Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!', and 'tchac, tchac' is the sound scissors make in Brazilian comics.
Read more about this fairy tale
Where it is written down: Jacob and Wilhelm Grimm, Kinder- und Hausmärchen (1857, KHM 12, Rapunzel).
Check your understanding
A1 If you read it at A1
1. A torre não tem porta.
2. O príncipe sobe pela escada.
3. A bruxa corta as tranças de Rapunzel.
4. O príncipe fica cego para sempre.
5. Como o príncipe vê de novo?
A2 If you read it at A2
1. O homem pulou o muro duas vezes.
2. A bruxa viu o príncipe subir pela torre.
3. O príncipe trazia seda para Rapunzel fazer uma escada.
4. O príncipe nunca mais viu Rapunzel.
5. Como a bruxa descobriu o príncipe?
Words in this fairy tale
The words it teaches on purpose; a verb links to its conjugation.
- a bruxa
- witch
- o jardim
- garden
- a planta
- plant
- a torre
- tower
- a trança
- braid, plait
- o príncipe
- prince
- floresta
- cego
- blind
- o espinho
- thorn
- a lágrima
- tear
- a tesoura
- scissors
- o muro
- wall (around a garden)
- a seda
- silk
- Jogue suas tranças!
- Throw down your braids!
- cor de ouro
- golden (the colour of gold)
- Quer casar comigo?
- Will you marry me?
- seu ladrão!
- you thief!
- a escada
- stairs; ladder
- pesado, pesada
- heavy
- num minuto
- in a minute
- sem pensar
- without thinking
- Você me enganou!
- You tricked me!
- um lugar deserto
- a deserted place, with nobody around
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